O Caráter desta
Reunião — o Ensino do Evangelho
Hoje iniciamos uma série de
reuniões de estudos bíblicos. Porém, antes de iniciarmos, gostaria
primeiramente de dizer algumas palavras acerca da natureza destas reuniões. Não
sei se há alguns aqui que estão conosco pela primeira vez. Alguns que vêm pela
primeira vez acham muito difícil localizar nosso endereço. Muitos se queixam de
que a rua onde nos encontramos é de difícil localização. Alguns até mesmo
disseram que, apesar de estarem de fato sentados aqui, não sabiam como sair
daqui após a reunião. Eles não sabiam que caminho tomar para chegar àquela loja
de automóveis que viram enquanto vinham para cá, e não sabem como caminhar de
lá para a parada de bonde ou para a parada de ônibus. Muito embora estivessem
aqui, não estavam seguros e dificilmente poderiam lembrar-se do caminho pelo
qual vieram. Esse é o caso de muitos cristãos em sua vida cristã. Se você lhes
perguntar se crêem no Senhor, eles dirão que sim. Porém, se lhes perguntar como
foi que creram, eles dirão que não têm certeza. Eles não têm clareza alguma
acerca da maneira pela qual foram salvos.
As reuniões que teremos agora
não são um reavivamento nem reuniões de evangelização. E, embora o assunto
dessas reuniões seja o evangelho, elas não são reuniões de evangelização. Não
estaremos pregando o evangelho desta vez; em vez disso, estaremos ensinando o
evangelho. Por que precisamos ensinar o evangelho? Muitos foram salvos e se
tornaram cristãos, mas ainda não sabem como se tornaram cristãos. O que vamos
fazer hoje é dizer às pessoas como é que elas se tornaram cristãs. Em outras
palavras, estamos dizendo-lhes que elas tomaram o sentido sul a partir da Rua
Aiwenyi e caminharam diretamente para aquela loja de automóveis que viram, que
dali viraram para Wende Lane onde estamos agora, deram alguns passos em direção
à janela do nosso salão de reuniões, viraram na entrada do nosso salão e
caminharam até um cesto de lixo à porta do salão de reuniões e, em seguida,
entraram no salão. Desta vez não estaremos persuadindo as pessoas a entrar;
pelo contrário, estaremos dizendo-lhes como entraram.
Se aqui houver alguns que não
creram no Senhor, podem ficar desapontados. O que vamos fazer desta vez é
mostrar aos que creram como é que creram. Alguns irmãos e irmãs podem ter muita
clareza do evangelho; talvez até já saibam sobre o que estamos falando. Porém
espero que o Senhor nos abençoe e nos conceda nova luz. Você precisa saber que
estas reuniões são de estudo bíblico e destinam-se aos que creram, mas não
sabem como creram. Dessa vez não estou tentando encorajá-lo ou reavivá-lo.
Estou simplesmente lhe mostrando a direção. Em outras palavras, nessas reuniões
nada mais sou do que um guia turístico.
O Lugar de Habitação de Deus pela Eternidade
ResponderExcluirDeus se importa é com uma composição viva de Seu povo
escolhido, redimido, regenerado, transformado e glorificado. Tudo isso
será edificado junto para expressar Deus pela eternidade. Isso satisfará a
Deus para sempre. Satanás estará no lago de fogo. Deus estará em Sua
habitação viva. Todos aqueles que Ele criou, escolheu, redimiu,
regenerou e transformou serão glorificados à Sua imagem. Ele estará
vivendo neles e eles estarão vivendo Nele. Ninguém pode explicar
adequadamente tal conceito profundo. Maravilhoso! Isso será a
habitação de Deus e a esposa de Seu querido Filho, Cristo. Nenhum
edifício físico pode ser uma esposa. Uma esposa é algo orgânico, uma
pessoa viva.
A Nova Jerusalém significa a habitação de Deus no novo céu e nova
terra. No Novo Testamento, o lugar de habitação de Deus na terra foi
primeiramente um único Homem, Jesus Cristo, representado pelo
tabernáculo (Jo 1:14), e, então, um homem coletivo, a igreja,
representada pelo templo (1 Co 3:16). No novo céu e nova terra, a
habitação de Deus, como a esposa do Cordeiro (Ap 21:9,10), é também
uma composição viva de Seu povo redimido, composto tanto dos santos
do Velho Testamento, representados pelas doze tribos, como pelos
santos do Novo Testamento, representados pelos doze apóstolos (Ap
21:12,14).
Essas pessoas edificadas juntas para ser a habitação de Deus,
primeiramente experimentaram a regeneração por meio da morte e
ressurreição de Cristo. Isso é representado pelas portas de pérolas, a
entrada das pessoas para a cidade. Uma pérola é produzida por uma
ostra, uma criatura viva nas águas da morte. Quando um grão de areia
fere a ostra, ela secreta uma substância ao redor da areia, a qual faz
com a areia se torne uma pérola. A ferida da ostra significa morte, e a
secreção do suco de vida em volta do grão de areia significa a vida de
ressurreição. A morte e ressurreição de Jesus nos fazem pérolas por meio
da regeneração. Ninguém pode entrar no reino de Deus a não ser pela
regeneração (Jo 3:5).
Na cidade santa a natureza de Deus ou essência de Deus torna-se
nosso elemento básico, representado pelo ouro (Ap 21:18b, 21b); a
própria cidade é de ouro e a rua é de ouro. A essência de todos os
crentes é simplesmente o próprio Deus.